| Um
clarão....um estrondo...80.000 mortos instantaneamente
...fogo...ferros
retorcidos...cinzas...ruínas...nada.
Na manhã
de 06 de agosto de 1945, mais precisamente às 08h 45, o "Little
Boy" (como foi apelidada a bomba lançada pelo bombardeiro Enola
Gay) atinge o solo japonês reduzindo a pó tudo no raio de 2
Km. Até mesmo casas num raio de 4Km foram seriamente atingidas.
A aproximadamente 900 metros do epicentro da explosão, o antigo
palácio de exposições da prefeitura de Hiroshima, conhecido
hoje como Genbaku Dome (que pode ser traduzido como Cúpula da
Bomba Atômica), se destacava na paisagem retorcida por ser a
única edificação, ou melhor, ruína que permaneceu em pé.
Já
era quase o final da guerra e Hiroshima ainda não havia sido
atacada.
A cidade continuava com suas atividades normais, seguindo as
orientações do governo.
O comércio e as escolas continuavam a funcionar normalmente,
ao contrário do que acontecia nas outras cidades que também
eram alvos militares.
Toda vez que uma aeronave inimiga se aproximava da cidade, sirenes
de alerta soavam.
E não foi diferente no dia 06 de agosto de 1945.
De repente, um estrondo, um clarão, uma onda de calor e todas
as edificações junto com a vegetação desapareceram.
O centro de Hiroshima transformava-se então num mar de cinzas.
Aproximadamente 80.000 (oitenta mil) japoneses morreram instantaneamente.
O número de mortos pela bomba ou por doenças causadas por ela,
chegou aos 140.000 num total de 350.000 habitantes na época.
Ninguém sabia o que estava acontecendo, pois a bomba atômica
ainda era uma arma totalmente desconhecida.
Afinal era a primeira vez que uma arma desse tipo era utilizada
e que acabou sendo chamada de Bomba Especial.
Devido
a essas altíssimas temperaturas, muitas pessoas foram literalmente
desintegradas, chegando a desaparecer por completo restando
apenas suas "sombras" nos locais em que se encontravam.
No mesmo dia todos se espantaram com o estranho fenômeno da
chuva preta, provavelmente causado pela enorme quantidade de
cinzas levantada pelo fogo que destruía toda a região.
As pessoas que haviam sobrevivido tinham suas roupas derretidas
juntamente com a pele devido ao calor intenso provocado pela
bomba. Muitas desesperadas e com seus corpos ardentes se atiravam
nos rios para aliviar a dor e acabavam morrendo ali mesmo, devido
à contaminação da água pela radiação.
Não
havia medicamento adequado, nem pessoal treinado para tratar
dos sintomas e ferimentos causados por esta arma letal e desconhecida.
Não havia muito o que fazer, a não ser esperar por ajuda. A
comida era escassa e a água suspeita de contaminação. Como a
desinformação era geral, muitas pessoas se deslocavam de outras
cidades para tentar socorrer seus familiares, sem saber do risco
da radiação.
O
calor provocado pela explosão era tão grande que chegou a atingir
7.000 (sete mil) centígrados nos primeiros segundos caindo para
3.000 ou 4.000 centígrados em seu hipocentro (ponto em terra
localizado logo abaixo do cogumelo). Para se ter idéia essa
temperatura é bem mais elevada do que a tempreratura de fusão
do ferro que se funde em torno de 1.530 graus centígrados.
Até
hoje muitos perguntam: por que Hiroshima? Há algumas versões
da razão de tal decisão por parte dos americanos. Uma delas
diz que foi devido à Hiroshima ser um grande parque de indúsrtias
bélicas e concentração militar que ainda não havia sido atacada,
aliado ao fato de estar cercada por montanhas, fator que aumentaria
o poder de destruição.
Quem
vai a Hiroshima não acredita que é a mesma cidade que foi quase
toda destruída décadas atrás. A transformação é impressionante.
Hoje, Hiroshima conta com prédios e infra-estrutura de altíssima
tecnologia.
Um dos locais mais visitados na primeira cidade do mundo a sentir
o poder de destruição da bomba atômica, é o Museu da Paz. Este
museu dedica-se a mostrar aos visitantes de todo o planeta os
horrores da bomba e tentar evitar que a história se repita em
qualquer outro lugar do mundo.
Em
frente ao museu podemos encontrar o Cenotáfio Comemorativo,
que é um monumento em forma de um arco onde muitos japoneses
prestam suas homenagens aos mortos em 1945. Ao homenagear os
mortos, pode-se ter a visão do Genbaku Dome ao fundo do arco.
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