Em 1939, Einstein informou ao presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, que talvez fosse possível construir uma bomba atômica.

1945 - Nesse ano, um homem genial inventava uma bomba capaz de destruir toda a vida no planeta.

A pergunta que os cientistas precisavam responder era a seguinte: uma reação em cadeia, não controlada, poderia ser usada para fazer uma bomba? Havia quem temesse que a bomba faria explodir todo o planeta. Ao mesmo tempo, os americanos anteviam a possibilidade de usar a bomba contra o Japão, forçando, assim, o fim da guerra.
Em julho de 1945, dois aparelhos foram levados, secretamente, até o deserto do Novo México. Os americanos estavam ansiosos para testar a nova invenção. A explosão foi tão poderosa que chegou a ser vista de três estados americanos. Pouco após os testes, em 6 de agosto de 1945, os americanos lançaram a bomba sobre Hiroshima e três dias mais tarde em Nagasaki. Havia começado a era nuclear.

Cinco e trinta da manhã do dia 16 de julho de 1945 (segunda-feira). Um imenso clarão substituiu o sol no deserto de Alamogordo (Novo México), iluminando as montanhas a 16 quilômetro de distância. Súbita onda de calor intenso e, a seguir, um tremendo estrondo ecoou pelo vale.
Uma bola de fogo subiu rapidamente, seguida de massas de nuvens em forma de cogumelo que atingiram mais de 12.000 metros de altura. A torre de onde partira a detonação, desintegrou-se e a superfície do deserto em redor fundiu-se como vidro num raio de 800 metros. A 10 quilômetros de distância, instalados num abrigo subterrâneo, membros do governo americano que assistiam à explosão da primeira bomba atômica experimental. Era a conseqüência infeliz e desumana de um esforço científico que deveria ter sido apenas aplicado para fins pacíficos.
No início de 1939, antes que fosse deflagrada a II Guerra Mundial, um grupo de cientistas residentes nos Estados Unidos tomou conhecimento de que a Alemanha trabalhava no projeto de uma bomba atômica.
Esses cientistas vinham tentando várias experiências relacionadas com a desintegração dos átomos de urânio, que levariam à construção do primeiro reator atômico. Sabiam, portanto, do risco que corriam as nações se uma bomba baseada na fissão nuclear fosse usada numa guerra, bem como, as vantagens que teria o país que as dispusesse. Recorreram, então, ao alemão Albert Einstein, o mais ilustre dos cientistas vivos refugiado nos Estados Unidos. Einstein endereçou então uma carta ao Presidente Roosevelt e nela dizia que havia razões para se acreditar que o urânio poderia se tornar uma poderosa fonte de energia e que pesquisas recentes de Fermi e Szilard, nos Estados Unidos, e de Joliot, na França, indicavam claramente que uma reação em cadeia poderia ser realizada, capaz de produzir e liberar grande quantidade de energia. Esta reação, observou o
cientista, poderia vir a ser utilizada numa bomba atômica de efeitos devastadores.
Muitas descobertas científicas se fizeram por mais de quarenta anos, antes da construção da arma mortífera.
Em 1897, J.J.Thomson descobriu o elétron.
Em 1910, Rutherford conduziu suas experiências com as partículas alfa, e assim concluiu que o átomo tinha um pesado núcleo positivo, rodeado por pequenas
partículas negativas, as quais ele identificou como elétrons.
Em 1919, o mesmo Rutherford realizou a primeira reação nuclear.
Os nêutrons foram constatados experimentalmente por Chadwick em 1932, e, em 1938, Hahn e Strassmann descobriram a fissão do urânio, usando nêutrons como mísseis.
Alertado, o Presidente Roosevelt determinou a constituição do Comitê Consultivo para o Urânio e todas as facilidades e recursos foram colocados à disposição dos cientistas. A 2 de dezembro de 1942 entrou em funcionamento, em Chicago, o primeiro reator atômico.
Finalmente, chega o dia de testar tão pavoroso invento contra as populações civis, com o pretexto de acabar com a guerra. O Japão já se achava praticamente derrotado e ainda assim, o governo americano resolveu lançá-lo sobre a cidade de Hiroshima.
Eram 8h 15 da manhã, hora do Japão, de 6 de agosto de 1945 (segunda-feira). A explosão, de força correspondente à de 20.000 toneladas de TNT, devastou instantânea e completamente 10 km2 do coração da cidade de 343 mil habitantes. Deste número, 66 mil foram mortos e 69 mil feridos. Mais de 67% da cidade foi destruída ou seriamente atingida.
A segunda bomba chamada Fatman caiu às 11h02, hora do Japão, de 9 de agosto de 1945 (quinta-feira), na cidade de Nagasaki. Trinta e nove mil pessoas morreram e vinte e cinco mil ficaram feridas; a destruição atingiu 40% da cidade.


A ação por etapas:

1-) O início da explosão de uma bomba atômica corresponde ao início da reação em cadeia que ocorre em pleno ar. Ao ser detonada atinge temperaturas da ordem de milhões de graus Celsius.

2-) Após 10/4 segundos, a massa gasosa em que se transformou a bomba emite elevadas quantidades de raios-X e raios ultravioletas, podendo destruir a retina e cegar pessoas que olharem diretamente para a explosão.

3-) Entre 10/4 e 6 segundos, a radiação já foi totalmente absorvida pelo ar ao redor, que se transforma numa enorme bola de fogo cuja expansão provoca a destruição de todos os materiais inflamáveis num raio médio de 1 km, assim como queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus.

4-) Após 6 segundos, a esfera de fogo atinge o solo iniciando uma onda de choques e devastação que se propaga através de um deslocamento de ar comparável a um furacão com ventos de 200 a 400 km/h.

5-) Após 2 minutos a esfera de fogo já se transformou completamente num cogumelo que atinge a estratosfera. As partículas radioativas se espalham pela atmosfera levadas pelos ventos fortes e acabam se precipitando em diversos pontos da Terra durante muitos anos.

 

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