Existem três tipos de caracteres na língua japonesa:
kanji (caractere chinês),
hiragana e
katakana (caracteres silábicos).
Normalmente, escreve-se o japonês combinando esses três tipos de caracteres.
O katakana é usado para escrever nomes de pessoas ou lugares estrangeiros, ou palavras de origem estrangeira. Além dos citados acima, há casos em que se utiliza o romaji (alfabeto romano). Contudo, o uso do romaji é limitado a placas publicitárias, placas de sinalização destinadas aos estrangeiros, etc., não sendo utilizado no cotidiano.

HIRAGANA
O hiragana é um alfabeto silábico composto por 71 letras.
Toda a fonética da língua japonesa é baseada nessas 71 sílabas.
No Japão antigo, as mulheres eram proibidas de freqüentar a escola. Por isso, era-lhes difícil aprender os complicados kanjis. Por não os lerem muito bem e, menos ainda, saberem escrevê-los, elas acabaram criando letrinhas simples que, de alguma forma, lembravam os kanjis que representavam. Essas letras foram aperfeiçoadas e tornaram-se um padrão, o hiragana.
Atualmente tais caracteres são utilizados em partículas, desinências dos verbos, dos adjetivos e dos advérbios.
Há alguns substantivos e radicais de verbos, de adjetivos e de advérbios que também são escritos em hiragana. Textos infantis, feitos para crianças que ainda não aprenderam muitos kanjis, são compostos quase exclusivamente deles. Mesmo nos textos adultos, também se utiliza o hiragana em forma de kana, minúsculas letras colocadas em cima (ou do lado, no caso das escritas verticais) dos kanjis difíceis, que poucas pessoas sabem ler.
O objetivo desses kanas é facilitar a leitura desses kanjis difíceis. Os hiraganas são aquelas letras mais simples e arredondadas da escrita japonesa.

KATAKANA
O katakana é também um alfabeto silábico de 71 letras, assim como o hiragana. Possui os mesmos fonemas que este.
Quem o inventou foram os monges japoneses. Mesmo para eles, que eram pessoas cultas e estudadas, era, as vezes, difícil lembrar-se da leitura de cada kanji. Então eles começaram a escrever pequenos "lembretes" ao lado das letras mais complicadas. Esses lembretes acabaram se tornando o katakana, que, hoje, é utilizado mais para grafar palavras de origem estrangeira, algumas interjeições etc.. Mesmo para quem não sabe japonês é muito fácil identificar um katakana. Ao contrário do hiragana, ele é composto de letras angulosas, quadradas, retas.

KANJI
A palavra "kanji" significa "letra chinesa", ou, num sentido mais amplo, "escrita chinesa". São os ideogramas chineses, aquelas letras complicadas, cheias de traços.
Os primeiros kanjis datam de mais de cinco mil anos antes de Cristo. Eram desenhos utilizados primordialmente em rituais supersticiosos. Com o tempo esses desenhos foram sofrendo alterações e seus traços foram simplificados. Criaram-se padrões de escrita. Então seu número foi aumentando. Hoje, não se sabe ao certo quantos são, mas acredita-se que existam mais de cinqüenta mil.
Há séculos atrás, não havia escrita no Japão. Daí, em virtude do intercâmbio cultural e comercial com a China, adotou-se no arquipélago nipônico alguns dos milhares de kanjis utilizados pela nação vizinha.
Atualmente, um japonês adulto sabe em média cerca de dois mil kanjis.
A língua chinesa é composta exclusivamente desses caracteres.
No Japão, os kanjis são utilizados mais para escreverem-se substantivos, pronomes e radicais de verbos, de advérbios e de adjetivos. O resto é escrito em hiragana. Os kanjis não são apenas letras; são ideogramas. Cada kanji possui um significado. O significado de palavras compostas de dois ou mais kanjis tem sempre forte relação com o significado dos caracteres que as compõem. A própria palavra "kanji" é a junção dos kanjis "kan" (chinês(a)) e "ji" (letra). E a maioria dos kanjis mais complicados (aqueles que possuem muitos traços) nada mais são do que a junção de dois ou mais kanjis simples, sobrepostos uns sobre os outros ou espremidos uns ao lado dos outros, formando uma só letra. Igualmente, o significado desse kanji complicado tem relação com os significados dos kanjis simples que o compõem. Um kanji geralmente possui mais de uma leitura (som, pronúncia). Pode-se lê-lo diferentemente dependendo das letras que o acompanham em uma palavra.


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