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SHODÔ
Arte
caligráfica japonesa, o Shodô foi introduzido no século VIII,
originário da China.
Feita com pincel e tinta especial (sumi), esta arte se desenvolveu
integrada à filosofia do zen-budismo.
Muito mais do que a técnica e habilidade, no Shodô busca-se
a evolução do conhecimento e do espírito, a interação entre
o corpo e mente representada através do vigor das pinceladas
e movimentos dos traços.
Arte caligráfica japonesa, o Shodô foi introduzido no século
VIII, originário da China. Feita com pincel e tinta especial
(sumi), esta arte se desenvolveu integrada à filosofia do zen-budismo.
Muito mais do que a técnica e habilidade, no Shodô busca-se
a evolução do conhecimento e do espírito, a interação entre
o corpo e mente representada através do vigor das pinceladas
e movimentos dos traços.
Muitas
vezes você depara com um quadro valioso onde existe uma série
de linhas pinceladas num incomum desenho e indaga o porquê dele
ser tão original e tão belo! Esta é a reação causada pelo Shodo.
Afinal o que é Shodo? É uma técnica milenar da escrita com pincel,
originária da China. É a alma e a personalidade do artista se
expressando através dela. SHO significa escrita e DO significa
caminho, ou seja o caminho da escrita. Na China, e posteriormente
no Japão, ter uma caligrafia bonita e definida era uma exigência
social que poderia comprometer até o carácter da pessoa. A técnica
do Shodo foi introduzida de duas formas diversas: primeiramente
com os piratas da ilha de Kiushu, do sul do Japão que se locomoviam
até a China e traziam mercadorias escritas e segundo com a introdução
do Budismo e do Confucionismo, no século VI, onde numerosos
manuscritos chineses foram trazidos e grupos de japoneses da
classe intelectual, passaram a estudar os ideogramas. Os plebeus
não tinham conhecimento da complicada caligrafia. Os nobres
por sua vez criaram suas próprias letras utilizando e aperfeiçoando
os seus pincéis.
Inicialmente
o Shodo era dividido em 4 categorias:
o Tensho que corresponde a escrita arcaica;
o Reisho escrita usada em documentos oficiais;
o Gyosho a escrita com a técnica de movimentos executados com
o pincel para abreviar os caracteres e finalmente
o Sosho que é a escrita com variações de caracteres usando linhas
curvilíneas artísticas.
A prática do Shodo exige o uso de quatro materiais básicos denominados
Bundoshiho. São eles:
O Fude (pincel), o Suzuri (espécie de vasilha para acondicionar
a tinta), o Kami (papel) e o Sumi (tinta)
FUDE
Os pincéis são confeccionados em bambu e as cerdas são pêlos
de animais, principalmente a do cavalo. Podem ser encontrados
em vários comprimentos de acordo com o tipo e tamanho do ideograma
a ser escrito. De acordo com a textura podem ser: Futofude (pincéis
grossos) e Hosofude (pincéis finos).
KAMI
O papel mais indicado é o Washi feito à mão, por ser mais absorvente.
Os tamanhos são variados, mas com os grandes é possível escrever
poemas inteiros ao invés de usar caracteres isolados. Também
podem ter tons coloridos, variando do marrom, amarelo e até
estampado.
SUMI
A tinta é preta. Pode-se encontrar em pedra ou em líquido. No
caso de pedra obtém-se a tinta raspando-a com um pouco de água
no suzuri. O sumi é feito com a fuligem preta acumulada em formas
apropriadas, obtida na queima de carvão ou óleo vegetal e misturado
com gordura de animais.
SUZURI
Os vasilhames que acondicionam a tinta durante o uso tem formatos
diversos e são feitos de pedras especiais, lisas e não porosas.
As mais famosas, as mais caras e as mais procuradas são: Amehata
e Tankei.
Atualmente existem várias escolas de Shodo dispersas em todo
o país. Cada praticante pode criar um estilo próprio de escrita,
transformando o produto em arte que pode levar uma assinatura
ou carimbo pessoal.
In Shoo A Técnica do Carimbo O In Shoo é a difícil técnica do
Shodo em carimbo. É uma arte incomum, original e artesanal.
O Carimbo é confeccionado em vários materiais desde o dispendioso
marfim, até o mármore, pedras e árvores. "O trabalho requer
tempo e dedicação", segundo o shodoka Maki Kando, o representante
oficial desta arte. Várias vezes premiado, o Sensei Maki Kando
expõe seus trabalhos, de seus colegas e alunos em todo o território
nacional.
UKIYO-Ê
A
pintura japonesa apresenta muitas formas de manifestação.
Uma das mais conhecidas é a xilogravura, desenvolvida no século
XVII e conhecida como ukiyo-ê. As obras feitas com esta técnica
retratam pessoas e cenas da natureza, da vida diária e do mundo
do teatro. As xilogravuras são ainda muito populares. As crianças
aprendem na escola a fazer xilogravuras simples e muitas outras
pessoas empregam esta técnica na confecção de seus próprios
cartões de Ano Novo.
MANGÁ
As
histórias em quadrinhos (mangá) são uma forma de expressão artística
bastante antiga no Japão. Os mais antigos quadrinhos conhecidos
datam dos séculos VII e VIII. Acreditava-se que pudessem afastar
os maus espíritos.
Mais tarde, as mangá usaram figuras de animais e seres humanos
estranhos para ridicularizar a ganância dos nobres e dos monges.
Foi o gravurista Katsushika Hokusai (1.760/1.849) quem primeiro
adotou o termo mangá, unindo dois ideogramas chineses: man (irrisório)
e gá (imagem). Na época, suas obras (que denominamos de ukiyo-ê)
foram chamadas de "Hokusai mangá". No entanto, coube ao inglês
radicado no Japão, Charles Wirgman, através de charges políticas,
criar um novo tipo de arte cômica aos japoneses com a revista
Japan Punch, em 1862. Mais tarde, Rakuten Kitazawa produziu
os primeiros quadrinhos seriados com personagens regulares,
adotando a palavra mangá para seus trabalhos.
As histórias em quadrinhos (mangá) são uma forma de expressão
artística bastante antiga no Japão. Os mais antigos quadrinhos
conhecidos datam dos séculos VII e VIII. Acreditava-se que pudessem
afastar os maus espíritos. Mais tarde, as mangá usaram figuras
de animais e seres humanos estranhos para ridicularizar a ganância
dos nobres e dos monges.
O
mais importante autor de histórias em quadrinhos japoneses foi
Osamu Tezuka (1926/1989) que começou a publicar seus primeiros
trabalhos em 1946, quando ainda era estudante de medicina. Acabou
se tornando famoso não só no campo dos mangá mas também do desenho
animado, chegando a ser premiado no Festival de Cinema de Veneza.
Foi ele quem criou os personagens de olhos grandes, que acabaram
se tornando norma dos mangá japoneses.
Muitas das mangá feitas constituem um registro divertido de
como as pessoas viviam naquela época. Hoje, são mais populares
que nunca, e alguns dos seus melhores livros no Japão foram
traduzidos para outros idiomas.
Nos últimos anos, várias histórias de mangá foram traduzidas
e lançadas no mercado editorial brasileiro. Destacam-se Akira
de Katsuhiko Ootomo e a série Lobo Solitário de Kazuo Koike
e Gozeki Kojima. |
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