Numa casa japonesa, os equipamentos tecnológicos de última geração ainda não conseguiram substituir muitos dos objetos tradicionais de decoração.

FUTON
Originalmente feito de algodão, o acolchoado japonês (futon) é uma antiga tradição. Ainda hoje, em muitas casas cujo piso é coberto por tatami, ele representa tanto a cama, o colchão e o acolchoado propriamente dito. Muito leve, durante o dia, ele é dobrado e guardado em armários e o quarto se transforma em sala. Usado tanto no inverno (mais pesado e grosso) e no verão, o futon periodicamente é colocado ao sol para se manter macio e confortável.

BIOMBOS
O biombo, de origem chinesa, foi largamente utilizado a partir do período Nara quando se transformou num elemento típico da decoração japonesa. É um anteparo móvel, formado por vários painéis unidos por dobradiças, sendo utilizado para dividir ambientes, para ocultar móveis e portas, etc.

KIMONO
É o termo genérico usado para designar a vestimenta tradicional japonesa. Também se refere à peça de roupa transpassada na frente e amarrada na cintura por uma faixa larga e muitas vezes, ricamente ornamentada (obi). Surgido durante o século VIII, houve épocas em que o tipo de kimono indicava o status de quem o usava.
No período Edo (século VII a XIX), por exemplo, somente o herdeiro de um senhor feudal poderia usar branco puro. Os samurais também eram proibidos de usar cetim e o povo só poderia vestir kimono de algodão ou linho.
Com a decadência do shogunato, no final do século XIX, as roupas ocidentais se popularizaram e, atualmente, os kimono são reservados somente para ocasiões especiais (Ano Novo, cerimônia da maioridade, festa de formatura, cerimônia de casamento, recepções e cerimônias fúnebres). Há vários tipos de kimono feminino, sendo que os desenhos, as cores e as mangas diferem de acordo com a idade e estado civil. O kimono denominado furisodê tem mangas largas e longas e é usado pelas jovens solteiras. As casadas usam o tomesodê (mangas mais curtas).
O corte do kimono é invariável; a diferença fica no tecido, estilo de manufatura, tingimento, cor, estampa e o obi (faixa da cintura). Os homens, em ocasiões formais, usam o haori (espécie de sobretudo) e hakama (tipo de saia-calça longa). Há também o yukata, feito de algodão, usado tanto por mulheres como por homens, em casa ou em festas populares de verão.

OFURÔ
As casas japonesas têm uma sala de banhos especial (ofurô), separada do sanitário. A banheira é retangular e é enchida com água quente. Antes de entrar na banheira, a pessoa se ensaboa e se lava sentada num banquinho que fica ao lado dessa banheira. Como cada um entra já bem limpo na banheira, a família toda pode usar a mesma água para se banhar.

OMAMORI
Adotado por muitos ocidentais, os talismãs (enguimono) são vendidos geralmente em barraquinhas localizadas próximas aos santuários xintoístas. Acredita-se que dão sorte a quem os usa.
Entre eles, citamos o maneki-neko que dá sorte nos negócios é a figura de um gato que acena com uma das patas atraindo fregueses e dinheiro. Quando querem que um desejo se concretize, pintam um dos olhos do darumá e, se o pedido se realizar, o outro deverá ser pintado em sinal de gratidão. Trata-se de um pequeno boneco feito geralmente em papel-machê. É usado tradicionalmente por políticos em campanha eleitoral. Existe também o omamori, tipo de amuleto que a pessoa carrega consigo para afastar o azar. É feito de papel ou madeira recoberto geralmente por tecido. Além da proteção, alguns desses amuletos são usados para trazer sucesso financeiro, estabilidade familiar, etc. Também há o ofudá que é colocado no kamidaná (altar familiar) ou na entrada da residência.

SHOJI
Em uma casa de estilo japonês, os aposentos são divididos pelo fusumá e shoji que são portas corrediças feitas de madeira com papel estendido sobre ela. Usadas para economizar espaço interno da casa, elas podem ser facilmente retiradas, ampliando o ambiente.
Shoji é um tipo de biombo feito de papel fino esticado sobre armação de treliça (mais leve que o fusumá) e que permite a passagem de luz).
Já o fusumá é porta corrediça de madeira, feita de papel decorado e grosso. É indicado para o clima japonês que é muito úmido.

TATAMI
O tatami é um tipo de esteira grossa que equivale ao carpete dos ocidentais.
Mede geralmente 91 cm X 182 cm e tem 5 cm de altura, usado como unidade de medida para os cômodos de uma casa japonesa. Internamente é feito de palhas de arroz firmemente atadas e cobertas por uma fina esteira de junco.
É considerado um elemento-chave da decoração japonesa. Numa casa tradicional, o piso da entrada (genkan), dos corredores e da cozinha é de madeira, enquanto que o dos outros cômodos é forrado com esteiras (tatami). Atualmente, porém, a maioria das casas e dos apartamentos usam piso de madeira ou carpetes, embora sempre haja um aposento de chão de tatami. Quando se entra numa casa japonesa, deve-se tirar os sapatos e colocar um chinelo. Ao entrar numa sala de tatami, deve-se tirar os chinelos e deixá-los no corredor.

KOTATSU
Uma maneira tradicional e prática de aquecer-se no inverno é usar um kotatsu, uma mesa baixa que possui um aquecedor elétrico especial preso na parte debaixo dela e coberta com um edredom.
Para se aquecer, senta-se numa almofada quadrada e achatada (zabuton) escondendo as pernas embaixo do edredom. Naturalmente existem também muitos aparelhos modernos de aquecimento.
Muitas lojas vendem pequenos aquecedores elétricos e a maioria dos aparelhos de ar condicionado possui dupla função: aquecer e refrigerar a casa.

 

 

 

 


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