No Japão, os ideais e instintos ancestrais não foram interrompidos com a chegada de novas influências.
Ao longo do tempo, as novas aquisições foram se tornando japonesas.
Essa forma de evolução contribuiu para sua diversidade, e para que a arte tradicional e os novos estilos se desenvolvessem simultaneamente, abrigando sensibilidades aparentemente opostas; ao mesmo tempo, garantiu a manutenção de uma unidade dentro dessa diversidade, através da continuidade de certos elementos e da sua ligação com a Natureza, com a religiosidade e com a vida.
Os japoneses deram uma importância fundamental ao processo da arte; o modo de fazer, que também é um modo de viver. Tudo pode ser transformado em arte, desde o mais simples ato de preparar e oferecer uma xícara de chá, ou colocar uma flor no vaso, até o ato de cometer um suicídio...
E através do treinamento ou da obstinada repetição, canalizaram sua criatividade por caminhos próprios.
Enquanto que na tradição ocidental a beleza física e plástica foram ressaltados, os japoneses desenvolveram uma arte vivencial, espiritual e ritualística, ressaltando a beleza interna.

 

 

 

 


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