Considerada a "alma do samurai", a espada japonesa se transformou em cobiçado objeto de arte, exercendo atração especial por sua beleza serena e fria. No entanto, mesmo chegando a valer milhares de dólares, as espadas produzidas no Japão entre 1870 e 1945 não são consideradas objetos de arte. Em 1868, o uso delas foi proibido pelo Imperador Meiji encerrando, oficialmente, a era dos samurais.
Kataná, a espada japonesa, possui lâmina curva com corte em um só lado (existe outro tipo, com corte nos dois lados). Feita por um processo especial de tratamento do aço, ela se caracteriza por sua rigidez e corte extremamente afiado. É denominada de Kataná a espada, reta ou curva, com mais de 70 cm de comprimento e pode ser Ogataná e Kogataná segundo seu tamanho.

Ela é identificada não só pela assinatura do artesão que a forjou, junto com a data e carimbo, mas também pelo nome a quem foi dedicada. É uma arma para proteger a vida e não para provocar a morte. Portanto, não podia ser usada em qualquer casualidade ou abuso e nem por qualquer pessoa, somente pelos samurais.
A Kataná ficava presa à cintura, do lado esquerdo do corpo, com o corte virado para cima. Geralmente usava-se um par de espadas, o daishô (pequena e grande) uma com 60 a 90 cm de comprimento (kataná) e outra de 30 a 60 cm (wakizaki). A empunhadura e a bainha (saya) eram cobertas e decoradas com desenhos dos mais sofisticados. Entre a lâmina e o cabo ficava a guarda (tsuba) para aparar os golpes e proteger as mãos. As tsuba geralmente tinham uma abertura central que unia a lâmina com a empunhadura. Outras tinham mais duas aberturas para o kozuka (empunhadura do kogataná, pequena faca) e o kogai que, acredita-se, originalmente, teria sido usado para arrumar o cabelo sob o elmo.

A fabricação dessa arma sempre foi segredo de cada artista.
Geralmente, além do processo de purificação do minério de ferro, o material era temperado com dois ou três outros metais para produzir uma lâmina super-resistente.
A espada japonesa tem a forma elegantemente curva desde o período Heian (794/1191) e, por séculos, foi a principal arma de luta.
Com a introdução das armas de fogo no século XVI, pouco a pouco ela foi se restringindo a eventos cerimoniais. Com o desaparecimento da classe samurai, a partir da restauração do poder imperial (1868), as espadas se transformaram em objetos de arte disputados por colecionadores, mas o código moral dos samurais (Bushidô) continua vivo na maneira de agir e pensar dos nipônicos.
O Bushidô baseava-se, fundamentalmente, no cultivo das virtudes marciais, na demonstração de absoluta indiferença à morte e à dor e na dedicação e lealdade ao seu senhor.
Os principais preceitos éticos desse código eram: retidão ou justiça, guiri (tem sentido de dever, obrigação. Fala-se, por exemplo, guiri que se deve aos pais, aos superiores, aos inferiores, aos parentes e amigos), coragem, benevolência, polidez, veracidade, sinceridade, honra, dever e lealdade.

 


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