HAIKU (HAIKAI)
Durante os séculos XV e XVI, surgiu no Japão o haikai-no-renga (atualmente se chama renku, os haicais encadeados em português), passatempo literário em que um poeta recitava um poema de três versos, respectivamente composto de 5-7-5 sílabas, e era seguido por um outro poeta que recitava 2 versos, de 7-7 sílabas.
Essa primeira parte do renku, chamado hokku, sobreviveu até essa data de forma independente, dando origem ao haiku, como foi denominado pelo mestre Massaoka Shiki (1869-1902).
O haiku, que se chama haicai em português, é um poema conciso, formado de 17 sílabas, ou melhor, sons, distribuídos em três versos (5-7-5), sem rima, sem título e com o tema de estação do ano (kigo).
O kigo é a palavra que representa uma das quatro estações: primavera, verão, outono e inverno.
Por exemplo: ipê (flor da primavera), calor (fenômeno ambiental do verão), libélula (inseto de outono) e festa junina (evento de inverno).
Os imigrantes japoneses trouxeram esse tipo de poesia em 1.908.
Entretanto, historicamente, o haiku só foi introduzido no Brasil por Afrânio Peixoto, por via francesa, em 1.919, com a denominação de haicai, em português.
No início, o haicai era de domínio só de estudiosos. Hoje, porém, vem sendo divulgado não somente entre os poetas, mas também entre o público em geral.

SENRYU
Senryu foi um gênero que evoluiu do haiku. Sua origem também está ligada ao renga, um passatempo literário em que um poeta recitava versos de 3 linhas com 5-7-5 sílabas respectivamente e era seguido por outro que completava com 7-7 sílabas. Enquanto o haiku tornou-se um refinado estilo com poesia séria e sofisticada, o senryu, embora formalmente semelhante, é freqüentemente utilizado para falar com humor satírico sobre as fraquezas humanas e da sociedade.

TANKA
A mais antiga coletânea dessa modalidade de poesia do Japão foi compilada no século VIII (743-759). Trata-se da Man’yoshu, uma coletânea composta de 20 volumes, 4.516 poemas, escritos por mais de 400 praticantes, do imperador ao simples camponês. A família imperial realiza ainda hoje, no início do ano, uma reunião cerimoniosa onde o imperador, a imperatriz, os príncipes e as princesas apresentam seus tankas. Chama-se Shinen-uta-kai-hajime. O povo participa enviando seus tankas feitos a partir do tema previamente anunciado pelo imperador. Vale lembrar que o Hino Nacional do Japão, "Kimiga-yo", também é tanka, feito por um tankista anônimo que consta na coletânea Kokin-shu, compilada no século X (905).

 

 


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