| BUNRAKU
Um dos estilos mais tradicionais do Japão, o Bunraku surgiu
no século XVII, paralelamente ao Kabuki.
Cada boneco é manipulado por três pessoas vestidas de roupa
e capuz pretos. Esse kurokô, como são chamados, são considerados
invisíveis para a platéia. Um deles, chamado omozukai, é responsável
pela expressão do rosto do boneco e pelos gestos da mão direita.
O segundo, ou hidarizukai, cuida do braço esquerdo e o outro,
ashizukai, movimenta os pés.
As apresentações de Bunraku são acompanhadas por um narrador,
chamado jôruri, e por um músico de shamisen.
Os bonecos são feitos de madeira e barbantes. Para ser um omozukai,
precisa-se de pelo menos trinta anos de prática.
KABUKI
Originou-se no século XVII, encenado pela primeira vez pela
dançarina Izumo-no-Okuni e seu grupo.
Estilo dramático, encenado apenas por homens, é tido como referência
do teatro tradicional japonês.
As apresentações são acompanhadas por músicas e vários instrumentos
típicos japoneses, como o shamisen.
Os atores devem seguir um padrão rítmico enquanto falam e se
movimentam.
É marcado pelo exagero, significados e movimentos pré-determinados.
A arte é passada de pai para filho, que é introduzido na arte
desde criança. Uma das peculiaridades do Kabuki é o mawari butai,
uma espécie de palco giratório que permite mudanças de cenas
rápidas.

NÔ
É a forma mais antiga de teatro japonês. Não se sabe com
precisão quando surgiu o estilo, mas somente no século XIV começou
a ser mais difundido no Japão. Era um estilo destinado aos membros
de uma classe superior, como a dos samurais. O Nô é um drama
lírico, cujos atores usam máscaras e executam movimentos lentos
de dança. As máscaras permitem que o ator não se restrinja somente
a um papel durante a peça. Existem cerca de 250 peças de teatro
Nô.
KYOGEN
É a tradicional comédia japonesa. Embora seja distinto
do estilo Nô, freqüentemente o Kyogen é confundido com este
último. Era usado para preencher e alegrar os intervalos do
Nô, quando a peça era muito longa. O artista normalmente se
apresenta com o rosto limpo, mas há momentos em que não dispensa
o uso de máscaras, preferindo as irônicas. O tom predominante
é o humor.
TEATRO
DE VARIEDADES
O Teatro de Variedades, Yossê, tem longa existência na cultura
japonesa.
Nele se apresentam rakugô (monólogo que conta histórias cômicas
imitando a voz dos personagens), kôdan (arte de declamar episódios
históricos com entonação especial), kijutsu (números de mágica)
e rôkyoku.
O rôkyoku é um tipo de narrativa melódica ritmada, acompanhada
por shamisen.
Muito semelhante a outros tipos de canto jôruri. É considerado
um canto popular, com temas históricos, na maior parte das vezes,
tramas conhecidas e contos tradicionais.
É executado por um narrador-cantor solo, acompanhado por um
único músico de shamisen.
Surgido entre os séculos XIII e XIV, este estilo desenvolveu-se
inicialmente na região de Osaka e Kyoto, durante o período Edo.
SHIGUIN
Estilo que hoje conta com poucos seguidores. Trata-se de
uma manifestação, como a própria palavra sugere, que busca entoar
um determinado poema, obedecendo uma linha melódica uniforme,
com acompanhamento de um shakuhachi. |
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