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TRANSPORTES
Transporte
Após a guerra, a rede de transportes do Japão desenvolveu-se
a passo com o crescimento econômico do país, proporcionando,
por um lado, beneficiando-se com o aumento da demanda gerada
pelo crescimento. Embora a rede de transportes tenha atingido
um alto nível de desenvolvimento, ainda existem problemas a
ser superados. Um deles é a necessidade de se aliviar o engarrafamento
na hora do rush nas cidades de população densa e proporcionar
sistemas de transporte mais convenientes às regiões provincianas
de baixa população.
Trem
e Metrô
Para usar as linhas de trem e metrô, compre bilhete nas
máquinas ou nos guichês. Ele deve ser inserido
na catraca na entrada e na saída. O valor do bilhete
varia conforme o destino. Se não houver placa indicando
o destino em alfabeto romano, compre o bilhete mais barato e
pague a diferença nas máquinas de ajuste ou no
guichê de saída.
A maioria das linhas de trem da Japan Railways (JR) e de metrô
mantêm placas com nomes das estações em
ideograma e letras romanas. O nome da estação
aparece em letras grandes no centro da placa; e os nomes das
estações adjacentes aparecem na parte inferior,
nas laterais.
A JR opera linhas de longa distância e também dos
centros das grandes cidades.
As linhas particulares normalmente conectam o centro e os subúrbios.
O sistema ferroviário e o metroviário costuma
encerrar as operações por volta da meia-noite
e reiniciar por volta das 5 horas da manhã. Há
bilhetes para um dia de uso, ou de valor limitado.
Algumas estações da JR colocaram à disposição
os cartões Super Urban Intelligent Card (Suica), com
leitura ótica.
Os bilhetes para trem-bala (shinkansen) e assentos numerados
poder ser obtidos nos guichês das estações.
Ônibus
Os pontos de ônibus no Japão têm nomes como
as linhas de trem e metrô, que são anunciadas através
de uma gravação, o que facilita o usuário
a localizar seu destino. Em cidades com grande fluxo de turistas,
como Kyoto, os anúncios são feitos também
em inglês.
O destino de cada ônibus é indicado em japonês,
mas a maioria traz também números que indicam
a rota.
Há duas formas de pagamento: o preço único,
adotado em grandes cidades (nesse caso o pagamento é
feito logo na entrada, pela frente); ou por destino (nesse caso,
o usuário deve entrar pela porta de trás, retirar
um bilhete com número e pagar conforme o preço
indicado no painel frontal do ônibus). Quando for anunciado
o nome do ponto que irá descer, aperte o botão
localizado no teto ou ao lado das janelas.
Táxi
Para chamar um táxi, veja se há uma luz vermelha
no canto direito do pára-brisa. Qualquer outra cor significa
que o táxi está reservado ou ocupado.
Os passageiros devem entrar pela porta traseira do lado esquerdo,
que é aberta e fechada automaticamente pelo próprio
motorista.
Os táxis podem ser chamados na rua, em pontos próprios
localizados nos aeroportos e estações de trem,
ou por telefone.
É aconselhável ter o endereço do destino
em japonês (se possível, um mapa), pois a maioria
dos motoristas não entende inglês. Pague o valor
indicado no taxímetro, pois os motoristas não
costumam aceitar gorjetas.
Japan
Rail Pass
Voltado para pessoas que visitam o Japão com visto de
turista, o Japan Rail Pass dá direito a viagens ilimitadas
em todas as linhas da JR, inclusive os trens expressos dos aeroportos,
trens urbanos e shinkansen (exceto o Nozomi); e também
algumas linhas de ônibus. Metrô e ferrovias privadas
não estão incluídos.
O Japan Rail Pass não é vendido dentro do Japão,
deve ser adquirido em agência de viagem no exterior, antes
do embarque. Há passes para 7, 14 ou 21 dias. A agência
de viagem emite o cupom Japan Rail Pass Exchange Order, que
deve ser trocado no Japão pelo passe de trem no JR Travel
Service Center dos aeroportos.
É preciso mostrar o passaporte e especificar a data em
que se deseja começar a usar o passe.
Transporte
ferroviário
Um traço marcante do sistema de transportes do Japão é sua dependência
extremamente alta das estradas de ferro em comparação com outros
países. No Japão, o transporte ferroviário representa quase
40% do transporte total de passageiros, medido em termos de
passageiros-quilômetros, comparado com os 90% de dependência
do transporte rodoviário dos Estados Unidos e dos principais
países da Europa ocidental. Até mesmo a vizinha do Japão, a
República da Coréia, que se assemelha ao Japão tento em densidade
populacional como em área, depende do transporte rodoviário
em 80% para o transporte de passageiros.
- Após a guerra, as principais mantenedoras do transporte ferroviário
do Japão foras a Ferrovias Nacionais Japonesas. Criadas como
empresa pública em 1949, as FNJs assumiram um sistema que antes
era operado sob o controle direto do governo. Elas deram uma
grande contribuição à reconstrução econômica do Japão nos anos
do pós-guerra e ao período posterior de crescimento econômico
rápido. As FNJs também ganharam uma reputação de liderança mundial
em tecnologia ferroviária, em especial após terem lançado o
primeiro sistema mundial de trânsito ferroviário de alta velocidade,
o Shinkansen (que às vezes é chamado de trem-bala), em 1964.
- Nos últimos anos, entretanto, tem havido sinais de uma mudança
significativa do transporte ferroviário para o rodoviário e
até aéreo. Diante dessa tendência, as FNJs sofreram prejuízo
e seu déficit aumentou. Num esforço para dinamizar as operações
ferroviárias, o governo privatizou as FNJs em abril de 1987
e dividiu em seis empresas regionais de tranporte de passageiros
e uma empresa de transporte de carga, componentes do Grupo de
Ferrovias do Japão.
- Além das empresas do GFJ, cerca de 150 empresas ferroviárias
privadas fornecerm serviços de transporte regional. Nas maiores
cidades, os sistemas de metrô são importantes meios de transporte.
A rede de metrô de Tóquio tem uma extensão total de duzentos
quilômetros. Os metrôs também operam em oito outras cidades,
inclusive Osaka e Nagoya.
Transporte
rodoviário
A extensão de estrada por quilômetro quadrado no Japão (três
quilômetros) é boa se comparada com as cifras nos Estados Unidos
(0,7 quilômetro) e na República Federal da Alemanha (dois quilômetros),
que tem o sistema rodoviário mais avançado da Europa Ocidental.
Entretanto, quando se passa para as proporções de pavimentação,
o Japão fica para trás. Em 1985, apenas 60% das estradas japonesas
eram pavimentadas, comparados com os quase 100% dos países das
Europa Ocidental.
- O mesmo também é verdade para o caso das vias expressas. Em
novembro de 1987, o Japão dispunha de um total de 4.368 quilômetros
de vias expressas ligando suas principais cidades, comparados
com mais de oitenta mil quilômetros nos Estados Unidos, mais
de oito mil quilômetros na República Federal da Alemanha e cerca
de seis mil quilômetros na França, Itália e Reino Unido. Não
obstante, o Japão está tendo um rápido progresso no desenvolvimento
de sua rede de vias expressas, sendo que a extensão total quase
dobrou na última década. O investimento anual do Japão
em seu sistema rodoviário equivale hoje a cerca de 60% dos gastos
dos EUA e é várias vezes a cifra dos países da Europa ocidental.
- Em 1985, os acidentes de estrada mataram 7,7 japoneses em
cada cem mil habitantes, cifra esta que é extremamente baixa
se comparada com os Estados Unidos e a Europa ocidental. Na
França, por exemplo, a proporção é de 18 pessoas por cem mil
habitantes.
Transporte
marítimo
Até o início da década de 1970, o Japão era uma das maiores
nações marítimas do mundo. Os símbolos dessa 'idade de ouro'
eram os superpetroleiros, que chegavam a pesar várias centenas
de milhares de toneladas e eram produto da tecnologia da construção
de navios mais avançada do mundo. Entretanto, a liderança mundial
do Japão em termos de transportes marítimos foi encerrada pelas
crises do petróleo, que provocaram um declínio global na demanda
por petróleo bruto e produziram uma recessão que eordiu os volumes
de comércio.
- Esses problemas foram agravados pela mudança para o transporte
aéreo de carga e pela competição crescente de parte das indústrias
de transporte marítimo dos países em desenvolvimento. Como era
inevitável, esses fatores atingiram duramente a indústria de
transporte marítimo do Japão. Em sua tentativa de sobrevivência,
o setor respondeu transformando em sucata a tonelagem excedente
e integrando sistemas de transporte, que ligam o transporte
por ar, mar e terra.
Transporte aéreo
O transporte aéreo japonês expandiu-se em termos de oferta como
de demanda. O aumento nos níveis de renda deu às pessoas oportunidades
cada vez maiores de viajar. Em 1986, cerca de 5,5 milhões de
japoneses fizeram viagens ao exterior, mais ou menos o dobro
do número de 1975. O transporte aéreo também está sendo usado
cada vez mais para o transporte doméstico. A demanda vem aumentando
a uma taxa de muito rápida no setor de negócios, posto que o
tempo menor da viagem tem uma relação direta com o desempenho
dos negócios. Um outro fator a favor das viagens aéreas domésticas
tem sido o declínio dos preços das passagens.
- As principais companhias aéreas do Japão são a Japan
Air Lines, a All Nippon Airways e o Japan Air System. Todas
as três estabeleceram-se a princípio como empresas privadas,
mas em 1953 a JAL foi reeestruturada, formando uma empresa semipública
a fim de poder competir com as companhias aéreas estrangeiras.
Depois disso, a JAL passou a desfrutar do monopólio das rotas
internacionais e a se submeter ao controle e proteção do governo.
Eventualmente, tornou-se uma das maiores linhas aéreas do mundo.
- Com o objetivo de melhorar os serviços de passageiros, através
da introdução da livre concorrência no setor de aviação, o governo
privatizou a JAL em novembro de 1987. Essa ação foi precedida
pela aprovação para que as outras duas empresas de aviação operassem
internacionalmente. A ANA estabeleceu serviços regulares para
destinos que incluem Washigton, Hong Kong, e outros lugares,
ao passo que o JAS começou vôos de frete internacionais.
- Hoje em dia, uma importante prioridade para o setor de transporte
aéreo japonês é o aperfeiçoamento e expansão dos transportes
aéreos. A demanda aproxima-se da capacidade tanto no Aeroporto
Internacional de Tóquio, em Narita, na prefeitura de Chiba,
que é a principal porta internacional do Japão, como em Osaka,
que é o segundo mais importante aeroporto internacional.
COMUNICAÇÃO
Meios de informação -
Liberdade de imprensa - A Constituição do Japão garante
a liberdade de opinião, inclusive a liberdade de imprensa, como
direito humano fundamental. Os indivíduos e organizações têm
liberdade para editar jornais e revistas como bem desejarem,
e essas publicações têm liberdade para inserir qualquer matéria
que não viole o Código Penal ou outras leis.
- No caso das estações de rádio e tv, que precisam operar dentro
do limitado âmbito do comprimento de ondas existentes, a Lei
de Telegrafia Sem Fio e Lei de Radiodifusão de 1950 estabeleceram
a estrutura básica para a operação. Embora a licença para se
instalar uma estação de radiodifusão tenha de ser obtida do
governo e renovada a cada três anos, a Lei de Radiodifusão deixa
de modo claro a programação e o conteúdo dos programas ao arbítrio
dos próprios proprietários das emissoras.
- No ambiente de democracia e desenvolvimento econômico do pós-guerra,
os meios de comunicação japoneses registraram uma expansão contínua
e espetacular.
Serviços
de notícias - O Japão tem sido descrito como uma nação de
leitores ávidos. Os jornais e revistas têm grande circulação
e servem de canal vital para a disseminação da informação através
dos país.
Os principais jornais têm tanto edições matutinas como vespertinas,
que muitas vezes são entregues em conjunto aos assinantes. Se
as edições matutinas forem contatadas em separado, a circulação
diária total chega a 68,7 milhões de exemplares. De acordo com
os números das Nações Unidas para 1984, a circulação total dos
jornais diários da União Soviética foi de 109 milhões de exemplares,
dos Estados Unidos foi de 62 milhões, da República Federal da
Alemanha foi de 25 milhões, do Reino Unido foi de 23 milhões
e da França foi de dez milhões.
- Uma característica singular do mundo jornalístico do Japão
é a existência de jornais nacionais, cuja circulação estende-se
a todo o país. Isto equivale a quase metade da circulação diária
total. O Japão também dispõe de muitos jornais de esportes e
jornais regionais, que desfrutam de uma circulação local bem
grande, assim como também tem quatro jornais regulares em língua
inglesa, que estão à disposição na maioria das grandes cidades:
The Japan Times, Asahi Evening News, Mainichi Daily News e Daily
Yomiuri.
- Existem também duas grandes agências de notícias gerais privadas,
o Serviço de Notícias Kyodo e a Jiji Press. Ambas mantêm extensas
instalações de captação de notícias pelo mundo. O Kyodo tem
correspondentes permanentes e de tempo parcial em quarenta grandes
cidades do exterior e contratos com 58 agências de notícias
estrangeiras. A Jiji tem escritórios de notícias em 26 cidades
principais e contratos com vinte agências. Em janeiro de 1987,
301 organizações noticiosas estrangeiras, inclusive redes de
rádio e tv, tinham correspondentes residentes no Japão.
- Além dos jornais havia, em dezembro de 1986, 3.777 revistas
publicadas no Japão. Embora os jovens estejam, em geral, vendo
a palavra escrita cada vez menos, as revistas em quadrinhos
adquiriram uma tremenda popularidade. Uma revista em quadrinhos
para jovens ostenta uma circulação semanal de nada menos de
quatro milhões de exemplares. O grande aumento do número de
revistas femininas nos últimos tempos reflete os avanços que
as mulheres tiveram na sociedade. Uma grande variedade de novas
revistas especializadas também apareceu no mercado nos últimos
anos.
Rádio
e televisão
A Empresa de Radiodifusão Japonesa (NHK), uma empresa pública
de radiodifusão, e cerca de 140 empresas privadas operam estações
de rádio e TV. Existem sete canais de TV na área de Tóquio,
e em geral, pelo menos três canais, inclusive nas províncias.
- A NHK é dirigida por um conselho de diretores e é financiada
por taxas de licença pagas pelos proprietários de televisores.
Programas noticiosos de um canal de programas gerais, a NHK
também opera um canal de educação para programas culturais e
educacionais e um serviço de trasmissão de rádio para o exterior,
conhecido como Rádio Japão, que é transmitido para o mundo em
21 idiomas, em um total de 43 horas de transmissão por dia (conforme
dados de abril de 1988).
- As estações comerciais oferecem principalmente programas de
entretenimento geral. Segundo estatísticas de 1987, 17% e 12%
dos programas das televisões comerciais eram, respectivamente,
de notícias e educacionais, ao passo que 45% eram programas
de entretenimento. Tanto as estações de TV públicas como as
comerciais oferecem uma grande combinação de programas de notícias,
novelas, documentários, programas de variedades e de perguntas.
- As estações de TV transmitem em média 18 horas por dia, e
algumas rádios transmitem até 22 horas. Os japoneses assistem
em média a três horas de TV por dia nos dias de semana e quase
quatro horas nos fins de semana. Entretanto, nos últimos anos
tem havido um acentuado declínio no tempo que as pessoas passam
diante da tela. De acordo com uma pesquisa realizada pela NHK
em 1985, os japoneses assistiam à televisão em média 17 minutos
menos do que cinco anos antes. Com mais dias de férias e tempo
livre, os japoneses estão envolvendo-se cada vez mais com os
esportes, as viagens e outras atividades fora de casa e, como
conseqüencia disto, está diminuindo a importância da TV como
meio de passar o tempo.
- Em 1985, a receita bruta em publicidade das empresas comerciais
de radiodifusão chegou a 1,2 trilhão de ienes. A receita de
publicidade das rádios e televisões comerciais representou 40%
do total dos gastos em publicidade no Japão em 1985.
- O progresso da tecnologia em televisão tem sido rápido e têm
sido feitos novos avanços em cooperação com a indústrias eletrônica.
Foi iniciada em 1978 a primeira transmissão de TV com som multiplex,
que proporciona uma transmissão estereofônica e bilíngüe. Em
novembro de 1985, a NHK começou a transmitir teletexto em Tóquio
e Osaka e, no outono de 1986, as transmissões por satélite.
- No Japão, as televisões a cabo destinavam-se a princípio às
regiões montanhosas onde a recepção era má. Entretanto, nos
anos 80 a CATV passou a atrair cada vez mais a atenção como
um novo meio de comunicação nas cidades, oferecendo uma grande
variedade de programas através de algumas dezenas de canais.
No outono de 1998 havia quatorze estações de CATV. |
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