| SISTEMA
ESCOLAR
O sistema escolar japonês constitui-se, basicamente,
de 6 anos de ensino primário (shoouugakkoo)
e 3 anos de ensino ginasial (chuugakkoo) - equivalentes
ao ensino fundamental no Brasil -, 3 anos de colegial (kookoo)
- equivalente ao ensino médio no Brasil - e 4 anos de
curso superior.
O ensino fundamental - primário (de 6 a 12 anos) e ginasial
(de 12 a 15 anos) - é obrigatório, ou seja, todos
os japoneses devem concluir esses 9 anos de estudo. Para ingressar
em escolas de ensino médio e superior, os alunos devem
prestar um exame de admissão.
Existem cursos pré-escolares (jardim-de-infância
ou maternal), cursos profissionalizantes e escolas especiais
destinadas a deficientes. Há as escolas públicas
(divididas em nacionais, provinciais e municipais), as particulares
- a maioria das escolas de ensino fundamental e médio
são públicas - e as internacionais. O ano letivo
inicia em abril de cada ano e termina em março do ano
seguinte. Existem três férias prolongadas durante
o ano letivo: de verão, de inverno e primavera.
Creche
e Jardim-de-Infância
As creches (hoikuen) e jardins-de-infância (yoochien)
são voltados para famílias em que tanto o pai
como a mãe trabalham. As creches públicas aceitam
crianças a partir de 4 meses (algumas particulares podem
aceitar bebês com menos de 4 meses). O horário
padrão é das 8:30h às 17:00h, mas há
creches particulares com horários prolongados ou que
funcionem 24 horas por dia. Os jardins-de-infância aceitam
crianças entre 3 e 5 anos. As inscrições
para creches e jardins-de-infância públicas devem
ser feitas na prefeitura. Para particulares, nas respectivas
escolas.
Ensino
Fundamental
Para o ingresso no "Shoogakkoo" (6 anos completos),
o Comitê Educativo da Prefeitura envia a comunicação
para ingresso. Os estrangeiros não são obrigados
a enviar os filhos às escolas, mas poderão ser
atendidos mediante solicitação.
A criança que já frequentava o ensino fundamental
no Brasil e quiser ingressar em escola japonesa, deve fazer
registro de estrangeiro na prefeitura e efetuar os trâmites
para admissão no meio do ano letivo no Comitê Educativo.
É necessário apresentar a carteira de registro
de estrangeiro e o passaporte. Será entregue o comunicado
de matrícula, e o estudante e seu responsável
devem se dirigir à escola determinada pela prefeitura.
As crianças que completarem o Shoogakkoo podem
ingressar automaticamente no Chuugakkoo. A escola é
determinada conforme o local onde a família reside.
Normalmente, as matrículas têm início no
outono. Para consultas sobre escolas públicas, dirija-se
ao Comitê Educativo da prefeitura local. No caso de escolas
particulares, o interessado deve dirigir-se às próprias
escolas.
Ensino
Médio
O ensino médio (Kookoo) é dividido em
escola normal e escola profissionalizante. O candidato deve
prestar exame de admissão, que acontece normalmente entre
o final de fevereiro e início de março. Existem
escolas em que a admissão poderá ser autorizada
através da recomendação. Para prestar o
exame de admissão é necessário que o candidato
tenha completado o curso chuugakoo, ou apresente uma
escolaridade equivalente (como a conclusão do ensino
fundamental do país onde residiu).
Há 3 tipos de escolas:
- Período integral: curso diurno com 3 anos de duração.
- Período parcial: curso diurno ou noturno, para alunos
que trabalham (existem escolas diurnas de meio período)
- Curso por correspondência: para alunos que trabalham.
Toda escola de ensino médio cobra mensalidade, mas existem
diferenças entre as escolas públicas e particulares.
Para consultas sobre escolas públicas, dirija-se ao Comitê
de Educação da Província; sobre escolas
nacionais e particulares, às próprias escolas.
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Auxílio
Existe um fundo de auxílio escolar para as famílias
com dificuldades de manter os filhos nas escolas. Os requisitos
e o valor varia conforme a cidade, portanto é aconselhável
consultar a prefeitura local.
Para famílias com crianças com menos de 3 anos,
também é concedido auxílio governamental,
dependendo da renda familiar. Mães solteiras, divorciadas
ou abandonadas pelo cônjuge também têm direito
a auxílio especial do governo.
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Ao voltar ao Brasil
Quando regressar ao Brasil, deve-se obter da escola japonesa
certificado dos estudos cursados pelo aluno. Esse certificado
deve ter a assinatura (ou carimbo) do diretor da escola. Em
seguida, deve ser levado ao Ministério das Relações
Exteriores do Japão (Gaimusho), para o reconhecimento
da assinatura do diretor da escola.
Após o recohecimento pelo Gaimusho, o documento
deverá ser levado ao Consulado do Brasil para validação,
de forma a que vanha a ter efeitos legais no território
brasileiro.
Ao chegar no Brasil, o documento escolar deverá ser traduzido
para o idioma português para apresentação
ao estabelecimento de ensino em que o aluno venha a ser matriculado
(indagar antes junto à instituição se é
necessária a assinatura de tradutor juramentado).
Ensino
Superior
No Japão, o ensino superior abrange universidades (daigaku),
curso superior de tempo reduzido (tangki daigaku) e
escolas profissionalizantes ou técnicas (senmon gakko).
As aulas iniciam no mês de abril e encerram em março
do ano seguinte.
O curso superior de tempo reduzido é conduzido com uma
duração média de 2 ou de 3 anos, e as pessoas
que completarem os créditos necessários à
formatura, recebem o título de bacharel júnior.
O curso superior pleno é conduzido com uma duração
de 4 anos (os cursos de medicina e de odontologia são
de 6 anos), e as pessoas que completarem os créditos
necessários à formatura, recebem o título
de bacharel. No geral, os cursos de nível superior são
divididos em ciências e humanas. O primeiro abrange engenharia,
medicina, agricultura etc. O segundo, literatura, direito, economia
etc.
O curso de pós-graduação a nível
de mestrado (2 anos) ou de doutorado (5 anos para medicina e
4 anos para odontologia) exige que as pessoas completem o número
de créditos necessários, recebam a orientação
apropriada na condução de pesquisas, apresentem
a sua tese e sejam aprovados no exame de mestrado ou de doutorado,
quando então será concedido o título de
Mestre ou de Doutor.
Os estudantes-pesquisadores (Kenkyusei) são
estudantes aceitos pela universidades para condução
de pesquisas especializadas sob a direção de um
professor titular durante 6 meses ou 1 ano, não sendo
porém concedido nenhum título acadêmico
ao término da sua estadia. Para ingresso nas escolas
de nível superior, o candidato deverá ter concuído
o ensino médio no Japão ou ter completado a educação
de 12 anos no exterior, ou possuir uma educação
equivalente autorizada pelo Ministro da Educação.
Dos alunos estrangeiros, normalmente é exigido que o
interessado tenha o grau 1 da prova de proficiência do
idioma japonês (Nihongo Nooryoku Shiken), e notas
obtidas no exame unificado de estrangeiros não-bolsistas
(Shiki Ryuugakusei Tooitsu Shiken), realizada anualmente
pela Associação de Educação Internacional
do Japão (Nippon Kokusai Kyooiku Kyookai).
Cursos
Profissionalizantes
Há dois tipos de cursos profissionalizantes: Os dirigidos
para alunos que completaram o ensino médio (Senmongakkoo),
e para aqueles que completaram o ensino fundamental (Kootoo
senmongakkoo). O senmongakkoo pode ter duração
de 1 a 4 anos, dependendo do curso e proporciona qualificação
profissinal e licença para atuar em sua área.
A princípio, qualquer aluno que tenha concluído
o kookoo ou equivalente em escola estrangeira tem direito
a se matricular. O Kootoo senmongakkoo qualifica estudantes
egressos do chuugakkoo como técnico industrial.
Normalmente, o curso dura 5 anos.
Bolsa
de Estudos
Os alunos estrangeiros que ingressam diretamente em universidade
japonesa, após conclusão do kookoo, podem
solicitar bolsa de estudo somente após o ingresso (os
requisitos e o valor da bolsa variam conforme a universidade).
Existem também várias entidades governamentais
que oferecem bolsas a alunos estrangeiros, desde que se inscrevam
no país de origem. Os principais tipos de bolsa de estudo
oferecidos pelo governo japonês são:
- Monbusho: Bolsas oferecidas pelo Ministério da Educação
japonês para as áreas de Ciências Sociais,
Exatas, Humanas e Biológicas. As vagas são abertas
para descendentes e não descendentes de japoneses, e
abrange vários níveis, como pós-graduação
e graduação. Há ainda a formação
em escolas técnicas, treinamento de professores de ensino
médio e profissional e cursos de literatura com aperfeiçoamento
da língua japonesa. A duração do curso
depende da área. Informações no Consulado
do Japão no Brasil.
- Fundação Japão: Oferece bolsas a pesquisadores
descendentes de japoneses para pós-graduação
nas áreas de Ciências Humanas, Sociais e Arte.
A duração do curso depende da área escolhida.
Informações da Fundação Japão
em São Paulo.
- Kenpi Ryugaku e Kaigai Gijitsu Kenshuin: As bolsas
Ryugaku são para descendentes de japoneses com
formação em curso superior e têm duração
de um ano. As bolsas kenshuin são estágios
técnicos em que o bolsista deve ter formação
na área pretendida (não necessariamente universitária).
Informações com a Sociedade Brasileira de Cultura
Japonesa em São Paulo.
- JICA: As bolsas oferecidas pela Japan Internacional Cooperation
Agency (JICA) são voltadas às áreas de
exatas, biológicas e humanas e, em geral, realizadas
em instituições de pesquisa, universidades ou
indústrias. São destinadas a descendentes de japoneses.
Informações com a filial da JICA em São
Paulo.
Exame
de Proficiência
O exame de proficiência do idioma japonês (Nihongo
Nooryoku Shiken) tem como objetivo avaliar o nível
de domínio da língua japonesa de pessoas que não
têm o japonês como língua materna, tanto
no Japão como no exterior, e certificar o nível
do seu conhecimento. É feito pela Associação
de Educação Internacional do Japão (Nippon
Kokusai Kyooiku Kyookai), normalmente em dezembro. As inscrições
são entre agosto e setembro.
O exame é dividido em 4 graus, que deverão ser
escolhidos pelos candidatos em função do nível
do seu conhecimento. Os exames em todos os graus são
compostos de 3 partes: domínio dos caracteres, compreensão
escrita e falada e gramática. O nível de proficiência
ou o grau conferido é baseado nos seguintes parâmetros:
- Grau 1: Domínio global da língua japonesa com
elevado conhecimento da gramática e caracteres (acima
de 2 mil), vocabulário (acima de 10 mil), tanto para
a vida social como para condução dos estudos e
pesquisas no curso superior.
- Grau 2: Domínio da língua japonesa em gramática
e caracteres realtivamente elevados (acima de mil), vocabulário
(acima de 6 mil), capaz de manter leitura, escrita e conversação
de assuntos gerais (nível de aprendizado de cerca de
600 horas, com conclusão do curso de japonês de
nível intermediário).
- Grau 3: Domínio da língua japonesa em gramática
e caracteres básicos (acima de 300), vocabulário
(acima de 1.500), capaz da condução de conversação
do dia-a-dia, leitura aprendizado de cerca de 300 horas, com
conclusão do curso de japonês de níve elementar).
- Grau 4: Domínio preliminar da língua japonesa
em gramática e caracterres (acima de 100), vocabulário
(acima de 800), capaz de conduzir conversação,
leitura e escrita de frases simples e de pequeno porte (nível
de aprendizado de cerca de 150 horas, com conclusão da
primeira parte do curso de japonês de nível elementar).
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