IGUALDADE NOS SALÁRIOS E NO TRABALHO
Distribuição de Renda

À medida que os empregados japoneses escalam gradualmente os degraus promocionais, eles podem trocar de local de trabalho e algumas vezes de categorias de serviço dentro da mesma companhia. Os laços livres entre os serviços e salários permitem tal mobilidade e flexibilidade. No Japão de hoje, as diferenças de rendas entre os gerentes e trabalhadores e entre os trabalhadores braçais e de escritórios são muito menores do que em qualquer outro país.
A compensação para os trabalhadores ou gerentes, usualmente não se modifica mesmo se eles são transferidos, contanto que trabalhem para a mesma companhia. Não necessariamente os surpervisores recebem salários muito mais altos que seus subordinados. De fato, eles frequentemente recebem menos que seus subordinados mais antigos. Este sistema de vencimento é um outro fator na criação de um senso de unidade.

Respeito à Produção e Esforços Iguais
Os gerentes e executivos de firmas japonesas, quase sempre têm a experiência de trabalhar diretamente na produção. A maioria dos empregados administrativos primeiro experimenta uma grande variedade de serviços, a fim de compreenderem todas as operações da companhia. Por exemplo, quando um graduado da prestigiada Universidade de Tóquio entra em uma companhia ferroviária, ele começa seu treinamento revisando os bilhetes e limpando os recintos da estação, ainda que tenha se candidatado a uma futura posição de executivo. Neste estágio, seu passado acadêmico não significa nada. Ele é tratado da mesma maneira como os outros novos empregados, e toma os mesmos primeiros passos em sua longa carreira. Todos os novos empregados devem ser capazes de fazer serviços que são sujos, vigorosos, e monótonos, não devendo ressentirem-se desses serviços, mas ao contrário, reconhecer a importância deles para a companhia tais experiências são consideradas de grande valor para o desenvolvimento de suas longas carreiras. O controle de qualidade nas firmas japonesas fundamenta-se na cooperação entre os empregados como um time de trabalho, que têm sido treinados em muitos tipos de serviços. Trabalhadores experientes frequentemente treinam novos empregados, e tais instruções, baseadas em suas próprias experiências, não ameaçam a segurança de seus próprios serviços. Os objetivos do trabalho são usualmente fixados e os métodos de trabalho são decididos por todos os membros da unidade de trabalho. Naturalmente, um controle de qualidade adequado tende a ser mais fácil quando os trabalhadores acreditam que os lucros da corporação são distribuídos justificadamente. Os executivos e gerentes não somente se dedicam a suas próprias ocupações, mas também se misturam com os trabalhadores braçais nas seções de produção. Eles acreditam que cada trabalhador tomará suas responsabilidades para o controle de qualidade, treinando-os com isto em mente. Em reuniões regulares (que acontecem praticamente todos os dias antes de iniciar o expediente), os trabalhadores podem apresentar suas próprias idéias e focalizarem em um objetivo como um time coesivo, enquanto que cada membro desenvolve sua habilidade constantemente.

DISPUTAS TRABALHISTAS
Embora as relações trabalhistas japonesas são agora altamente estimadas no exterior, nem sempre foram assim tão pacíficas. Por volta de seu início em 1955, o movimento de produtividade encontrou oposição de algumas uniões trabalhistas. Um fator importante para o crescimento estável de uma corporação e boas relações trabalhistas foi o reconhecimento por parte dos empregadores de que a melhora dos padrões de vida dos empregados e o desenvolvimento da empresa eram inseparáveis. Até que este conceito realmente se enraizasse, no entanto, as uniões e gerências no Japão frequentemente entraram em disputas, e mesmo em greves. Mas agora, as disputas trabalhistas diminuíram bastante depois de seu pico em 1974 (quando houve 10462 disputas e 9.662.945 homens-dias perdidos). Em 1985, o número das disputas industriais totalizaram somente 4.826, com 264.054 homens-dias perdidos.

ORGANIZAÇÕES NACIONAIS DOS EMPREGADORES E FEDERAÇÕES TRABALHISTAS
Existem quatro grandes organizações de empregadores no Japão.
A Keidanren (a Federação de Organizações Econômicas) é frequentemente considerada como a matriz dos círculos de negócios, já que possui um importante papel na coordenação e direção dos interesses nos negócios e indústria.
A Keizai Doyukai (a Comissão do Japão para o Desenvolvimento Econômico) é uma associação de altos executivos das principais corporações japonesas.
A Nissho (a Câmara do Comércio e Indústria do Japão) é uma organização nacional de firmas menores.
Finalmente, a Nikkeiren (a Federação das Associações dos Empregadores do Japão) é frequentemente chamada de departamento das relações trabalhistas dos negócios japoneses, devido ao seu compromisso de consolidar as políticas dos empregadores nas uniões e no governo, em todos os aspectos das relações trabalhador-gerência.
A cada ano, a federação realiza estratégias para as negociações dos salários dos empregadores e lança suas linhas para a "ofensiva trabalhista da primavera”, baseadas nos princípios de que qualquer aumento salarial deve estar ligado com aumentos na produtividade. Em 1985, os membros da união totalizaram 12,42 milhões no Japão, e o índice de sindicalização foi de 28,9 por cento.
A maioria das uniões estão agrupadas sob a Sohyo (o Conselho Geral das Uniões Comerciais do Japão);
a Domei (a Confederação Japonesa do Trabalho);
a Shinsanbetsu (a Federação Nacional das Organizações Industriais);
ou a Churitsuroren (a Federação das Uniões Independentes do Japão).
Além dessas, a Zenmin Rokyo (o Conselho das Uniões Comerciais do Setor Privado) está adquirindo bastante força como uma organização de aproximadamente 50 das principais uniões industriais do setor privado, representando mais que cinco milhões de trabalhadores. Iniciou seus trabalhos em 1985 para unificar a frente trabalhista nas negociações salariais, e espera-se sua reorganização para uma real federação em 1987.

 

 


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