| SISTEMA
DE EMPREGO
Um outro fator chave do alto crescimento
econômico do Japão, foi o sistema de emprego japonês, apoiado
em três pilares:
· Emprego permanente (por toda a vida profissional);
· Salários baseados na antiguidade, e
· Sindicalismo baseado na empresa.
Mais tarde, o Grupo de Estudo adicionou um quarto pilar: a consciência
de comunidade dentro da companhia, baseada no relacionamento
"vertical", obrigações recíprocas e tomada de decisões por consenso.
Entretanto, este sistema de emprego geralmente se aplica mais
aos empregados do sexo masculino de grandes empresas, do que
para empregados do sexo feminino ou de pequenas firmas, que
empregam 60% da força de trabalho total do Japão. Além do mais,
estas práticas são relativamente recentes. Elas se expandiram
por volta de 1955 (um pouco antes do início do alto crescimento
econômico do pós-guerra).
DOS
SERVIÇOS SALTEADOS AO TRABALHO PERMANENTE
Por volta de 1900, o índice
de mudança de trabalho no Japão dos trabalhadores manuais era
acima de 100 %; isto é, o período médio de serviço para uma
firma era menor que um ano. Os trabalhadores japoneses daquele
tempo consideravam uma companhia simplesmente como um lugar
onde ganhar algum dinheiro, geralmente para completar os seus
rendimentos agrícolas. No entanto, após a I Guerra Mundial,
algumas empresas grandes começaram a tentar introduzir um "espírito
de comunidade" nas relações industriais e de emprego, para enfrentar
a agitação operária e assegurar um suprimento estável de trabalhadores
habilidosos.
Após os anos turbulentos da II Guerra Mundial e os anos que
se seguiram, esta tendência expandiu-se, especialmente durante
os anos 1960. Agora, geralmente acredita-se que a maioria dos
trabalhadores de uma grande companhia ficará com essa companhia
até sua idade de aposentadoria obrigatória (geralmente 60),
quando então eles recebem uma quantia por todos os anos de serviço
e uma pensão da companhia. Nos quarenta anos desde a II Guerra
Mundial, a tentativa de estabelecer um sistema de emprego permanente
tem ajudado na construção de uma sociedade que é estável e vital,
com poucas diferenças de rendimento. Naturalmente, os objetivos
principais das empresas de negócios são sua sobrevivência, lucro,
e crescimento, mas as firmas japonesas também mostram grande
preocupação por seus trabalhadores como uma comunidade. Em um
recente levantamento no Japão, mais de 90 % dos entrevistados
responderam que consideravam a si mesmos como sendo da classe
média. As pesquisas de opinião pública mostram que existe um
sentimento geral de satisfação com a vida de um modo geral,
indiferentemente dos antecedentes escolares ou sexo. Aparentemente,
isto reflete a elevação crescente dos rendimentos, consumo,
posse de propriedades, educação, e uma imprecisão na distinção
entre trabalhos de escritório ou de fábricas. |
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