UNIÕES
DE EMPRESAS
As uniões de empresas no Japão são produtos
e meios para muitas reformas estruturais, tais como a unidade
entre os trabalhadores braçais e de escritórios, distribuição
equitativa de salários, promoções baseadas nos méritos dentro
de uma companhia, e eliminação das barreiras de status entre os
gerentes e os empregados. Acima de tudo isso, as uniões de empresas
colocam todos os empregados de uma companhia juntos para ajudar
a companhia enfrentar as contínuas mudanças na tecnologia e no
mercado. Tais aproximações entre gerência e união que encorajam
o trabalho duro, harmonia e inovação têm melhorado o caminho a
um excelente controle de qualidade, desenvolvimentos de produtos,
e aumento na produtividade das corporações japonesas.
OBJETIVOS
COMPARTILHADOS E HARMONIA
O movimento de produtividade a longo prazo tem exigido
muitos esforços tanto da gerência como dos empregados, já que
se baseia nos seguintes princípios:
o aumento de produtividade, afinal de contas, expande a procura
de empregos;
os métodos específicos de aumento de produtividade necessitam
ser discutidos conjuntamente pelas uniões e gerências;
e os frutos do aumento de produtividade devem ser distribuídos
justificadamente entre os empregados, gerentes e consumidores,
de acordo com o estado da economia nacional.
PROPRIEDADE
DE AÇÕES
Muitas companhias japonesas oferecem um sistema no
qual uma parte das ações da companhia fica sendo parte das compensações
dos empregados, de modo que eles tenham um sentimento de aposta
na sua gerência. Em algumas companhias, a associação de empregados
acaba transformando-se no principal acionista. (Deve-se notar
que as companhias japonesas muito raramente fazem ofertas para
troca de direção, ou vendem ou compram uma outra companhia simplesmente
para elevar os lucros.)
CONSULTA ATRAVÉS DE JUNTAS
O sistema de consulta através de juntas vem tornando-se
uma prática muito importante entre os empregados e gerências
no Japão. Mais de 70% dos estabelecimentos industriais japoneses
utilizam as consultas de juntas regularmente, e isto envolve
mais que 80% de toda a força de trabalho do Japão. Mesmo companhias
que não têm um sindicato, frequentemente têm consulta de juntas.
As questões tratadas e a extensão da consulta de junta varia
enormemente. Com o número crescente de serviços criativos e
intelectuais complexos, a produtividade dependerá cada vez mais
da qualidade das relações humanas entre os empregados, e entre
os empregados e gerentes. Em algumas companhias, os empregados
e gerentes fazem planos administrativos juntos, e decidem os
níveis de salários e gratificações através das consultas de
juntas. O ideal é desenvolver um sistema de relações industriais
que outorgue a devida importância às relações humanas e possibilite
a participação de todos os membros da empresa. Estas características
das relações industriais japonesas atraem agora a atenção mundial.
As empresas planejam continuar a usar o recurso das consultas
de juntas para promover os seus dois objetivos inseparáveis,
a alta produtividade e a boa qualidade de vida.
O
IMPACTO DA NOVA TECNOLOGIA
Respondendo ao rápido desenvolvimento dos robôs e outras
tecnologias microeletrônicas, muitas firmas japonesas estão
reduzindo o número de seus empregados em certos serviços. Tais
empregados são usualmente transferidos a novos serviços dentro
da mesma companhia, se forem capazes de adquirir as novas habilidades
requeridas, mas dificilmente demitidos. Aliás, a demissão não
é uma prática comum neste país. Neste processo, os trabalhadores
mais antigos geralmente têm menos prioridade, na suposição de
que têm uma capacidade limitada de aprendizagem. Assim, a introdução
de novas tecnologias ocasionou a redução do nível de idade da
força de trabalho em novas áreas de produção, e a substituição
dos trabalhadores que têm limitações de adaptação. Em resposta,
a Dieta Nacional decretou a Lei da Promoção e Desenvolvimento
das Habilidades Ocupacionais em 1985, a fim de ajudar na reciclagem
dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, também decidiu-se aumentar
os subsídios para as empresas privadas que têm planos de treinamento
especiais para tais empregados. |
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