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OKINAWA
Na
ilha o visitante se depara com a culinária e a tecelagem típica
de Okinawa na sua autêntica expressão.
Quando se pensa em Okinawa a primeira imagem que surge, invariavelmente,
é de uma daquelas praias paradisíacas banhadas por um fantástico
mar. Contudo, quanto mais se viaja e se conhece essa região,
também a cultura local, em seus variados aspectos, passa a ganhar
importância e a ser objeto de atração. O artesanato e a gastronomia
típica das ilhas do sul do Japão são exemplos bastante ricos
da expressão cultural desse povo que tem muitas peculiaridades
distintas dos japoneses que vivem no resto do país. Kumejima
é um ótimo lugar para se conhecer e se aprofundar nesses temas,
em especial no que se refere ao tecido e à culinária regional.
PRATOS
TÍPICOS
Tomando como referência o Hotel Nikko Kume Island, na praia
de Eef Beach, existem próximos dois excelentes restaurantes
onde se pode empreender uma alucinante viagem através do sabor
tradicional de Okinawa. A poucos metros do hotel, entre ele
e a praia, funcionando no horário do almoço e do jantar, o restaurante
Sakushiido Miyagi serve teishoku, isto é, refeições completas
onde o prato principal vem acompanhado de sashimi, arroz e misoshiro.
O ponto forte da casa são os frutos do mar, sempre muito frescos.
São várias as opções, mas para quem desejar conhecer algumas
receitas bem típicas, não pode deixar de experimentar o Ikasumi-jiru
Teishoku, caldo de tinta de lula com pedaços deste molusco e
folhas de verdura. A aparência é assustadora por causa da cor,
mas o sabor não é tão forte como se poderia imaginar. Ainda
viajando nas porções exóticas do menu, a outra sugestão é o
Goya-chyanpuru Teishoku. O goya tem a aparência de um pepino
com casca bastante rugosa e sabor acentuadamente amargo, rico
em vitaminas C e A. Neste prato ele é cortado bem fino e refogado
com ovos e outros ingredientes. O visitante que não simpatizar
com estas sugestões, apesar de que uma vez acostumado, os pratos
acima citados serão considerados raras iguarias, o aconselhável
é encarar um Ise-ebi Jiru Teishoku. É um caldo de lagosta cujo
preço varia de acordo com o tamanho do crustáceo pedido pelo
freguês. Comparando o valor deste prato com o de outros locais
do Japão, em Okinawa é muito mais barato. O restaurante Namiji
é outro estabelecimento que serve comidas típicas, ainda em
maior variedade e fica distante três quadras do Hotel Nikko.
Ele é uma ótima opção para os que gostam de jantar e depois
ficar bebendo e conversando com amigos, já que em Kumejima não
há muito o que fazer à noite. Fica aberto até 23 horas, mas
também funciona no horário do almoço. Além dos teishoku, com
preços oscilando em torno de ¥1500, também são servidos pratos
em porções individuais como o Rafuchi (costela de porco), Mimigaa
(salada de orelha de porco cozida) e o Sakana Kara-age (peixe
frito). Muito saboroso e diferente do vendido no resto do país
é o Soba de Okinawa (feito de macarrão de trigo e servido com
costela de porco cozido) e o Kamaboko (pasta de peixe cozido).
Este último é feito de forma caseira, sendo ótimo para acompanhar
bebidas. O telefone para informações é (098) 985-7046.
CACHAÇA
DE OKINAWA
Em Kumejima também se pode experimentar a bebida alcoólica típica
de Okinawa, o awamori, que tem um sabor bem próximo da cachaça
brasileira. Na ilha existem duas fabricantes, na qual uma delas,
a Kumejima no Kumesen, é uma marca conhecida em todo o país.
Desde de antigamente essa bebida é feita com o arroz importado
da Tailândia, o que prova que o antigo reino de Ryukyu empreendia
muitas viagens de intercâmbio e mantinha relações comerciais
com vários outros povos da Ásia. Depois da fermentação obtida
através do uso de um tipo de fungo diferente do utilizado na
fabricação do sake, por isso as bebidas tem sabores diferentes,
passa-se por um processo de destilacão e depois se engarrafa.
O awamori, a exemplo do uísque, ganha um sabor mais nobre quando
submetido ao envelhecimento, neste caso em potes de cerâmica
não esmaltada. A sede do Kumejima no Kumesen mantém um programa
de visitação às suas instalações aberta ao público, sempre no
horário entre as 10h e 16h.
Um guia acompanha os interessados mostrando o processo de fabricação,
engarrafamento e de envelhecimento do awamori. Também é possível
experimentar todos os tipos de produtos desta empresa gratuitamente.
Para fazer a visita é preciso marcar com antecedência .
TECIDOS
ORIGINAIS
A técnica de tecelagem conhecida por Tsumugi, que também dá
nome ao tecido obtido através do seu emprego, é famoso em todo
o país. Há quem acredite que ela tenha sido implantada primeiramente
em Kumejima e depois se espalhado para o resto das ilhas de
Okinawa e em seguida para todo Japão. Segunda versa a lenda,
por volta de 500 anos atrás, um morador de Kumejima chamado
Hiya foi estudar na China e quando retornou começou a desenvolver
a produção de tecidos de seda. Essa teria sido a origem desse
tipo de pano, de incontestável beleza e muito apreciado para
a confecção de quimonos. . Desde antigamente em cada casa de
Kumejima havia o costume de criar bicho-da-seda, produzir fios
e tecer os panos usados para fazer as vestimentas de todos os
membros da família. O tingimento das linhas era feito usando
plantas silvestres da própria ilha, mais de 200 dela são apropriadas
para tal fim. Hoje em dia não se cria mais o bicho-da-seda e
os fios são importados de outros lugares, mas a técnica de tingimento
e de tecelagem continuam nos mesmos moldes como eram feitos
pelos ancestrais. Essa arte e os tecidos ali fabricados artesanalmente
podem ser apreciados no Yuimaru-kan, que é um museu e oficina
de Tsumugi, mantido pela cooperativa dos tecelões de Kumejima.
Está aberto das 9h às 17h, com entrada franca.
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